segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

JEREMY RENNER SERÁ O GAVIÃO ARQUEIRO

















Protagonista do longa-metragem mais laureado desta temporada de prêmios pré-Oscar, "Guerra ao Terror" ("The hurt locker"), O californiano Jeremy Renner, que completa 39 anos nesta quinta-feira, foi escolhido para integrar o elenco de "The Avengers". Na aguardada versão para os cinemas das aventuras do grupo Os Vingadores, da Marvel Comics, Renner vai interpretar Clint Barton, o Gavião Arqueiro. Previsto para estrear em 2010, o projeto teria Robert Downey Jr. no papel de Homem de Ferro e Scarlett Johansson como a Viúva Negra, além da presença de Samuel L. Jackson como Nick Fury, o diretor da organização de espionagem Shield. O francês Louis Leterrier, de "O incrível Hulk", vinha sendo cotado para assumir a direção, mas nada se confirmou até o momento. Sabe-se apenas que, da noite para o dia, Renner, que era um ator de enésimo escalão em Hollywood, conhecido por participações como homem mau em "Swat" e "Terra fria", tornou-se um dos nomes mais disputados da atualidade. Sua súbita ascensão se deve à crescente popularidade de "Guerra ao terror", que foi eleito o melhor filme de 2009 pela The National Society of Film Critics, em Nova York. A associação, que agrega votantes nos maiores veículos da imprensa dos EUA, seja ela impressa ou eletrônica, ainda concedeu uma láurea a Renner, endossando sua atuação perturbadora como o especialista em explosivos de um destacamento do Exército americano no Oriente Médio. Indicado a 13 prêmios, Renner entrou com força no páreo para o Oscar de melhor ator, tendo pela frente concorrentes fortes como Jeff Bridges ("Crazy heart") e George Clooney ("Amor sem escalas"). Dono de uma expressão marcada pela ironia e pela agressividade, Renner é a pedida ideal para encarnar o debochado Gavião Arqueiro, um ex-criminoso que se redimiu após passar por um treinamento coordenado pelo Capitão América. O herói foi a resposta da Marvel ao Arqueiro Verde da DC Comics.

Filme sobre a vida de Lula estréia com público de 220 mil

















O filme "Lula, o filho do Brasil", sobre a vida do presidente da república, atraiu cerca de 220 mil espectadores em seu fim de semana de estréia, de acordo com informações da assessoria da produção. O público ficou longe do resultado da comédia "Se eu fosse você 2", maior sucesso nacional de 2009, com 560 mil ingressos vendidos, de acordo com o site Filme B. Assim como "Lula", a sequência de "Se eu fosse você" chegou aos cinemas no primeiro fim de semana do ano, no dia 2 de janeiro de 2009. Entretanto, o resultado de "Lula" nas bilheterias superou os números de outros lançamentos nacionais do último ano, tais como "Menino da porteira", com público de 128 mil, "Besouro", 85 mil, e "Salve geral", com 72 mil.

domingo, 3 de janeiro de 2010

"Guerra ao terror" vence National Society of Critics


















"Guerra ao terror" recebeu, neste domingo, mais um prêmio, o de melhor filme pela National Society of Film Critics. Assim, o thriller de Kathryn Bigelow se iguala a "Los Angeles Cidade Proibida", o último a receber os principais prêmios dos críticos de Nova York, de Los Angeles e da National Society. Mas, naquela edição do Oscar, em 1997, o ótimo "Los Angeles...", de Curtis Hanson, acabou perdendo o Oscar para "Titanic", de James Cameron. Os bons personagens perderam para os efeitos especiais. A boa trama perdeu para uma história melosa. A criatividade perdeu para a tecnologia. Neste Oscar, marcado para março, certamente "Guerra..." será indicado a melhor filme. Mas há quem acredite que a história de 1997 pode se repetir, e uma superprodução de Cameron levar a melhor. Será mesmo que o vazio "Avatar" vai tirar o Oscar de "Guerra ao terror" (ou de outros tantos filmes mais interessantes e com mais a dizer)? Pelo bem do cinema americano - que anda chatinho, chatinho -, eu espero que não.

Eis a lista dos vencedores da National Society:

Filme: "Guerra ao terror".

Direção: Kathryn Bigelow, por "Guerra ao terror".

Ator: Jeremy Renner, por "Guerra ao terror".

Atriz: Yolande Moreau, por "Seraphine".

Ator coadjuvante: Christoph Waltz, por "Bastardos inglórios", e Paul Schneider, "Brilho de uma paixão".

Atriz coadjuvante: Mo'Nique, por "Preciosa".

Roteiro: Joel and Ethan Coen, por "Um homem sério".

Filme em língua estrangeira: "Horas de verão".

Filme de não ficção: "As praias de Agnès".

Fotografia: Christian Berger, por "A fita branca".

Design de produção: Nelson Lowry, por "O fantástico senhor Raposo".

'Avatar' fatura US$ 1 bilhão nos cinemas de todo o mundo em 17 dias


















"Avatar" já vendeu mais de US$ 1 bilhão nas bilheterias mundiais após três finais de semana em cartaz, tornando-se o quarto maior sucesso comercial do cinema em todos os tempos, segundo dados divulgados neste domingo (3). Reforçado por US$ 202 milhões em vendas no fim de semana do feriado de Ano Novo, o épico de ficção científica em 3D de James Cameron já arrecadou US$ 1,02 bilhão, segundo a distribuidora 20th Century Fox. De acordo com a Reuters, os únicos filmes que o superam no momento são "Titanic", também de James Cameron (US$ 1,8 bilhão), "O senhor dos anéis - O retorno do rei" (US$ 1,12 bilhão) e "Piratas do Caribe 2 - O baú da morte" (US$ 1,07 bilhão). O público norte-americano contribuiu com US$ 68,3 milhões no fim de semana, marcando um recorde para um filme em seu terceiro fim de semana em cartaz. O recorde anterior, de US$ 45 milhões, tinha sido de "Homem Aranha", em 2002. Depois de 17 dias em cartaz nos cinemas dos EUA e Canadá, "Avatar" já rendeu US$ 352,1 milhões na América do Norte, o que o situa em 15º lugar entre todos os filmes em termos de vendas de ingressos. O total acumulado de "Avatar" no resto do mundo está em US$ 670,2 milhões de dólares. O filme está sendo exibido praticamente em todo os países. "Avatar" estreou na China no sábado e chegará à Itália, seu mercado final, em 15 de janeiro. A Fox, pertencente à News Corporation, previu que "Avatar" acabe arrecadando algo na casa dos US$ 500 milhões no mercado norte-americano. O drama "Titanic", dirigido por James Cameron em 1997, o maior sucesso comercial de todos os tempos do cinema, sem contabilizar a inflação, vendeu US$ 601 milhões de dólares, seguido por "Cavaleiro das Trevas", de 2008, com US$ 533 milhões. O terceiro lugar hoje é de "Star Wars", com US$ 461 milhões de dólares de bilheteria norte-americana. "Isto ('Avatar') é como um trem de carga que saiu de controle", disse Bert Livingston, executivo de distribuição da Fox. "Não para de avançar." É possível que "Avatar" ameace a primazia do próprio "Titanic". Quando se contabiliza a inflação dos preços de ingressos, segundo a empresa de rastreamento de bilheterias Box Office Mojo, "Titanic" vendeu US$ 241 milhões em 17 dias. O filme trata da história de um ex-fuzileiro naval inválido que é mandado desde a Terra para infiltrar uma raça de aliens azuis de três metros de altura, para persuadi-los a deixar que a empresa para a qual trabalha garimpe os recursos naturais de seu planeta. Consta que é o filme mais caro já produzido, com orçamento de pelo menos US$ 300 milhões. Na ausência de outros grandes lançamentos, o ranking dos outros filmes entre os Top 10 ficou praticamente igual à semana passada. "Sherlock Holmes" foi o segundo colocado, com US$ 38,4 milhões em vendas, elevando para US$ 140,7 milhões em dez dias em cartaz o total do filme de ação e aventura estrelado por Robert Downey Jr. O filme familiar da Fox "Alvin e os Esquilos 2" foi o terceiro colocado, com US$ 36,6 milhões de arrecadação no fim de semana e um total de US$ 157,3 milhões em 12 dias em cartaz.

Documentário filmado com celular põe espectador dentro de Teerã










Quando Sepideh Farsi enfrentou restrições do governo iraniano à sua proposta de fazer um filme em Teerã durante a campanha eleitoral deste ano, ela recorreu ao celular. Usando apenas a câmera de um telefone Nokia N95, Sepideh percorreu as ruas da capital iraniana filmando conversas com taxistas, mulheres em salões de beleza, atores, mágicos e jovens em cafés. O resultado é um documentário fascinante sobre a vida na poluída e densamente povoada capital de um país que enfrenta sanções internacionais por suas ambições nucleares e que passa pela maior agitação popular desde a revolução islâmica de 1979. O filme não é totalmente isento de interferência da diretora, já que ela guiou as conversas e passou seis meses editando o material, mas "Tehran Bedoune Mojavez" (Teerã sem permissão) traz uma visão da vida na cidade em imagens apenas ligeiramente granulosas, que funcionam bem na tela grande. Celular garante discrição.No Festival Internacional de Cinema de Dubai, onde o filme foi exibido esta semana, Sepideh disse que a facilidade e discrição garantidas pelo celular deixaram as pessoas mais abertas. "Uma câmera sempre intimida", disse ela. "Há o microfone, o flash - sempre existe uma distância entre quem filma e quem é filmado. Mas com o celular isso é reduzido ao mínimo". O celular acabou revelando ser a tecnologia do momento. Com o governo reprimindo a ação da imprensa quando os partidários de candidatos oposicionistas foram às ruas para protestar contra a reeleição de Mahmoud Ahmadinejad, os iranianos usaram seus celulares para transmitir imagens a sites como Twitter e YouTube. Transformação social. Sepideh, que deixou o Irã em 1980 e hoje vive na França, ouviu histórias sobre o estado atual da sociedade iraniana que, diz ela, explicam muita coisa sobre os protestos. Mulheres em salões de beleza falam da moda da cirurgia plástica de nariz, tatuagens nas sobrancelhas e outros procedimentos feitos por iranianas mais jovens. Rapazes reclamaram do aumento das drogas, álcool e prostituição na sociedade, apesar do código moral rígido imposto pelo sistema de governo religioso. Cerca de dois terços dos 70 milhões de habitantes do Irã têm menos de 30 anos. Sepideh incluiu no filme a música de rappers populares como Hichkas, que falam da insatisfação pós-eleitoral. E encontrou mágicos de rua e atores de teatro que reclamaram que, com a cultura de DVDs e televisão por satélite, ninguém mais tem tempo para as tradições antigas. Um jovem, filmado no escuro para garantir seu anonimato, diz que as pessoas no poder preferem essa situação e que a sociedade iraniana se tornou altamente materialista.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Confira a lista dos indicados ao Globo de Ouro
















Foram divulgados pela Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywood nesta terça-feira (15) os filmes que concorrem ao Globo de Ouro 2010. O longa-metragem "Up in the air", estrelado por George Clooney, recebeu seis indicações, seguido pelo musical "Nine", com cinco, entre elas a de melhor atriz coadjuvante para Penélope Cruz. A premiação acontece em 17 de janeiro.

Confira a lista dos indicados de cinema:

Melhor filme drama
"Avatar"
"Guerra ao terror"
"Bastardos inglórios"
"Preciosa"
"Amor sem escalas"

Melhor filme musical ou comédia
"500 dias com ela"
"Se beber não case"
"Simplesmente complicado"
"Julie & Julia"
"Nine"

Melhor ator drama
Jeff Bridges, "Crazy heart"
George Clooney, "Amor sem escalas"
Colin Firth, "A single man"
Morgan Freeman, "Invictus"
Tobey Maguire, "Entre irmãos"

Melhor atriz drama
Emily Blunt, "The young Victoria"
Sandra Bullock, "The blind side"
Helen Mirren, "The last station"
Carey Mulligan, "Educação"
Gabourey Sidibe, "Preciosa"

Melhor direção
Kathryn Bigelow, "Guerra ao terror"
James Cameron, "Avatar"
Clint Eastwood, "Invictus"
Jason Reitman, "Amor sem escalas"
Quentin Tarantino, "Bastardos inglórios"

Melhor ator musical ou comédia
Matt Damon, "O desinformante"
Daniel Day-Lewis, "Nine"
Robert Downey Jr., "Sherlock Holmes"
Joseph Gordon-Levitt, "500 dias com ela"
Michael Stuhlbarg, "Um homem sério"

Melhor atriz musical ou comédia
Sandra Bullock, "A proposta"
Marion Cotillard, "Nine"
Julia Roberts, "Duplicidade"
Meryl Streep, "Simplesmente complicado"
Meryl Streep, "Julie & Julia"

Melhor ator coadjuvante
Matt Damon, "Invictus"
Woody Harrelson, "The messenger"
Christopher Plummer, "The last station"
Stanley Tucci, "Um olhar do paraíso"
Christoph Waltz, "Bastardos inglórios"

Melhor atriz coadjuvante
Penelope Cruz, "Nine"
Vera Farmiga, "Amor sem escalas"
Anna Kendrick, "Amor sem escalas"
Mo'Nique, "Preciosa"
Julianne Moore, "A single man"

Melhor filme estrangeiro
"Baaria"
"Abraços partidos"
"La nana"
"Um profeta"
"A fita branca"

Melhor animação
"Tá chovendo hamburguer"
"Coraline"
"O fantástico sr. Raposo"
"A princesa e o sapo"
"Up - Altas aventuras"

Melhor roteiro
Neill Blomkamp, "Distrito 9"
Mark Boal, "Guerra ao terror"
Nancy Meyers, "Simplesmente complicado"
Jason Reitman, "Amor sem escalas"
Quentin Tarantino, "Bastardos inglórios"

Trilha sonora original
Michael Giacchino, "Up - Altas aventuras"
Marvin Hamlisch, "O desinformante"
James Horner, "Avatar"
Abel Korzeniowski, "A single man"
Karen O, Carter Burwell, "Onde vivem os monstros"

Canção original
“Cinema italiano", de "Nine"
Música e letra de Maury Yeston
“I want to come home", de "Everybody's fine"
Música e letra de Paul McCartney
“I will see you", de "Avatar"
Música de James Horner, Simon Franglen
Letra de James Horner, Simon Franglen, Kuk Harrell

“The weary kind", de "Crazy heart"
Música e letra de Ryan Bingham, T Bone Burnett

“Winter”, de "Entre irmãos"
Música de U2
Letra de Bono

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Marvel decide seu futuro nesta quinta-feira













A compra da Marvel Entertainment pela Walt Disney Company, anunciada no final de agosto, deve se concretizar nesta quinta-feira. É quando acontece a reunião de acionistas da Marvel para votar se autorizam ou não a aquisição - o que deve acontecer sem surpresas. A grande questão é saber como a parceria começará 2010. O ponto mais interessante, a princípio, é a hierarquia: nas negociações, o CEO da Marvel, Isaac "Ike" Perlmutter, dono de 37% das ações da Marvel, conseguiu manter a sua posição. Ou seja, a Disney não vai impor uma nova presidência à Marvel. Em teoria, continua cabendo a Ike a decisão de quais super-heróis levar ao cinema, por exemplo. Paralelamente, as operações da Marvel continuam centralizadas em seu escritório em Nova York, enquanto a Disney é sediada em Burbank, na Califórnia. É improvável que os acionistas vetem a venda porque a Disney vai pagar muito mais do que a Marvel vale, em termos de mercado. O valor - 4,2 bilhões de dólares - é um preço 40% acima do que valiam as ações da Marvel em agosto. O valor das ações da Disney já subiu 20% desde o anúncio. Segundo a maioria dos analistas, para sair no lucro a longo prazo, a Disney se arriscará com super-heróis pouco conhecidos da galeria de mais de 5 mil personagens da Marvel. No começo do mês, o presidente da Disney, Bob Iger, disse que buscar novos nomes no universo da editora pode render "potenciais surpresas e novas franquias". Como a Disney é conhecida por usar plataformas paralelas para levar franquias ao cinema - como Hanna Montana e High School Musical, que saíram na TV para as telonas - é muito provável que canais da casa, como o Disney XD, sirvam de terreno para testar o apelo de alguns heróis. Do seu lado, a Marvel aproveitará a rede de licenciamentos da Disney para levar seus produtos a mais mídias e mais postos de venda. Segundo a revista License! Global, a Disney é a maior licenciadora do mundo de produtos baseados em suas marcas, com 30 bilhões de dólares em vendas, no ano fiscal de 2008. Nesse mesmo período, a Marvel ficou em quarto lugar, com 5,7 bilhões. Do lado de cá, isso significa mais quinquilharias do Homem-Aranha para a galera colecionar. O resto é especulação. Homem-Formiga e Dr. Estranho podem ser os próximos personagens da casa a migrar para o cinema, mas nada está definido.